Ando me procurando já faz um bom tempo; às vezes me canso, camarada, é uma busca árdua, a gente se defronta com cada situação!, e acaba caindo naquele velho lugar comum: nada, nada e acaba morrendo na praia. Eu sei que há meios de se conformar, que exemplos não faltam, mas minha busca é interior, é minha, não tá no brilho dos olhos de Hortência que, por sinal, nunca notei a cor dos olhos dela e nem sei se brilham, pouco se me dá se eles tem algum parentesco com as estrelas, nunca dei a menor bola; a minha luta não tá no exemplo que Gandhi deixou; sei que ele tinha uma grande alma, mas, e daí?, somos almas separadas. Gandhi coletivizava as coisas, eu sou egoísta, um tipo mesquinho, individualista; só numa coisa empatamos: damos mais valor ao que tá por dentro do que rola lá fora.
É noite, chove... mas como isso me soa romântico! Acho que só falta um vinho e uma amante pra tornar essa noite perfeita. Noite perfeita... hum!
Quando falta calma, falta tudo, sabia? Quando se tem calma, erra-se menos, cala-se mais, a gente não dá tanta importância nem a si e nem a ninguém, deixa que o rio corra seu curso tranquilo, na sua. A calma tá relacionada com o que pensamos, e eu não penso com calma, daí o motivo de eu estar constantemente malogrando, dando sempre com os burros n`água, e por aí vai. Calma...
Já disse que minha busca é interior, leia-se aí alma, pensamentos que brotam da minha mente, sentimentos e sensações que trago nas minhas entranhas, lembranças, amigo, muitas lembranças...
Eu sei que se eu desse asas à minha imaginação poderia causar estragos e encantos, paz e discórdia, certeza e negação e mais um punhado imenso de dúvidas... contradição. Mas, por ora, não estou em busca da minha imaginação, a minha busca é outra, quero a verdade, a minha verdade, só a verdade. Verdade que gosto de escrever; verdade sim. A verdade que estou me estranhando até nas coisas que gosto.
A vida lá fora é tão contraditória, que se o que está fora, está dentro, estou simplesmente perdido, é melhor desistir logo. Há que se haver uma separação, eu careço de estar à parte, não consigo fazer minhas coisas com um monte de gente me observando; sou um tímido de sangue quente.
Mas o que tá rolando é um tremendo vazio, tou oco, meti-me num vácuo desesperador e angustiante, já não estou mais sentindo vontade de escrever. É a primeira vez que isso ocorre comigo de modo sério. Eu sempre fui de dar um tempo, e sei que isso acontece com todo mundo; agora, o sentimento é outro, é duro, é osso, tá ficando sólido feito uma rocha. Sei lá, tou cansado, preciso desabafar: vá você pra merda!... desculpe-me, sei que você não tem nada com isso. Que eu vá pra merda, então! Foda-se!
É noite, chove... mas como isso me soa romântico! Acho que só falta um vinho e uma amante pra tornar essa noite perfeita. Noite perfeita... hum!
Quando falta calma, falta tudo, sabia? Quando se tem calma, erra-se menos, cala-se mais, a gente não dá tanta importância nem a si e nem a ninguém, deixa que o rio corra seu curso tranquilo, na sua. A calma tá relacionada com o que pensamos, e eu não penso com calma, daí o motivo de eu estar constantemente malogrando, dando sempre com os burros n`água, e por aí vai. Calma...
Já disse que minha busca é interior, leia-se aí alma, pensamentos que brotam da minha mente, sentimentos e sensações que trago nas minhas entranhas, lembranças, amigo, muitas lembranças...
Eu sei que se eu desse asas à minha imaginação poderia causar estragos e encantos, paz e discórdia, certeza e negação e mais um punhado imenso de dúvidas... contradição. Mas, por ora, não estou em busca da minha imaginação, a minha busca é outra, quero a verdade, a minha verdade, só a verdade. Verdade que gosto de escrever; verdade sim. A verdade que estou me estranhando até nas coisas que gosto.
A vida lá fora é tão contraditória, que se o que está fora, está dentro, estou simplesmente perdido, é melhor desistir logo. Há que se haver uma separação, eu careço de estar à parte, não consigo fazer minhas coisas com um monte de gente me observando; sou um tímido de sangue quente.
Mas o que tá rolando é um tremendo vazio, tou oco, meti-me num vácuo desesperador e angustiante, já não estou mais sentindo vontade de escrever. É a primeira vez que isso ocorre comigo de modo sério. Eu sempre fui de dar um tempo, e sei que isso acontece com todo mundo; agora, o sentimento é outro, é duro, é osso, tá ficando sólido feito uma rocha. Sei lá, tou cansado, preciso desabafar: vá você pra merda!... desculpe-me, sei que você não tem nada com isso. Que eu vá pra merda, então! Foda-se!

Ehhhhhhhhhhhhhhhh! Te achei! Saudades imensas... Cisternas vazias daquelas águas bentas e pias...
ResponderExcluirTeias de aranha na montanha da visão solene da poesia... Não suma mais! Em suma, digo ou não? Ai! Ai! ANA MARIA